Reportagem especial · Sociedade
Meninas nos laboratórios: o Brasil ainda tem uma dívida com a ciência
Segundo dados da Unesco, apenas 33% dos pesquisadores no mundo são mulheres. No Brasil, o número é um pouco melhor — cerca de 46% —, mas cai drasticamente nas áreas de tecnologia, engenharia e física. Em ciências exatas, mulheres somam menos de um terço dos alunos matriculados nas universidades brasileiras.
“Não é falta de talento. É falta de espaço, referência e incentivo desde a escola.”
Iniciativas como o programa Meninas na Ciência, da UFRGS, e as olimpíadas brasileiras de matemática e astronomia mostram que, quando meninas são convidadas com a mesma intensidade que meninos, os resultados aparecem. Em olimpíadas científicas, a participação feminina cresce quase 15% ao ano no Brasil desde 2015.
Nossa turma resolveu contar essas histórias porque acreditamos que ciência é curiosidade — e curiosidade não tem gênero. Cada nome recuperado nas próximas páginas é um convite a olhar de novo para os laboratórios, os livros didáticos e as próprias salas de aula.
Por Everlyn e Laura · Reportagem especial 9A